"...
Dá-me um pedaço do teu pão?
sujo, com manteiga vencida, cheio de fungos.
ainda pode sentir o gosto?
é novo... é bom.
todos querem um pouco, deveriam provar.
é doce e amargo... mas é ótimo!
tem gosto de novo.
e hoje tem mais um pouco do que tivera há uma semana atrás.
e...
e...
e...
quando acabar, onde vamos procurar mais?
Você de um outro provável lado, se lesa como quem está aqui, mas o que importa...Tanto faz quando se fecha os olhos e quer o mesmo.
Estar livre, por estar? Pra ficar onde está querendo estar do outro lado!
Quem pediu mais disso? Mais doses de dúvidas, mais doces, mais refrigerantes espumantes e quentes. Do que falávamos há cinco minutos atrás? Ah, não quero mais saber, o que importa se está tudo turvo, porra! Há mais, muito mais... mas agora precisamos de um preservativo, para nos proteger dos malditos nexos.
Empreste-me o isqueiro, quero acender essa maldita chama, e acabar com tudo aqui... não quero cobertor... sei que o pouco de gordura em meu corpo pode sanar o frio... quero mais, agora... é bom, é ótimo... e do outro lado tem mais!
Mas ainda está turvo... está bom assim? são apenas letras, ou é mais do que issto Pode ser que sejam ânsias de coisas que não se tem perto, podem ser pingos nos tais "is"... isso não é real? deveria ser, estamos num circo de círculos horrendos ou somos o que realmente somos... querendo o que realmente queremos! você sabe o que quer? Eu ainda não sei ao certo o que você quer, mas sabemos o que não queremos... Nesse momento queremos mais, noites intermináveis e dias desacordados.
Mas o desejo maior nesse momento, é levantar dessa porra de maca e cair de cara em mais daquilo tudo que tivera há cerca de quarenta minutos atrás! pareciam mosaicos, mas não passavam de luzes entrepostas umas nas outras, mas eu quero que sejam mosaicos!
luzes seriam muito óbvio!
luzes com sabor?
hm...
bem que podia ter sabor de...
de...
de..."
Apagou sem mais nenhum resmungo.
Acordou treze horas depois sem ressaca e sem lembranças.
Mas ainda queria mais!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
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mais autobiográfico, impossível.
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