terça-feira, 25 de agosto de 2009

In-ploda

Ensultados pelo torpor contínuo da noite, adentraram a velha armação de tijolos. Quando se olharam nos olhos, afim de provar seus próprios sabores, preferiram ignorar seus próprios instintos. Fugazes, mesmo querendo tudo preferiram o nada. Deitaram-se como se fossem irmãos de sangue, dormiriam como se fossem anjos... Se tudo não passasse de joguete, se tudo não passasse de feromônios mútuos, se tudo não passasse de lua e sol, chuva e seca, dia e noite... Murmuravam para a noite durar mais que 12 horas, então ajudaram-se e taparam todos os focos luminosos para que a luz celestial não entrasse no recinto furnicoso, logo se estapearam mentalmente.
Mas havia alguém mais no recinto, e não perceberam. Sempre há alguém mais mesmo que em mente. Então que implodam todos os sentidos em gozo dual!

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