quinta-feira, 6 de agosto de 2009

a receita do boneco de vodoo...víceras ao molho tártaro.

Corria entrelinhas, entre copos, entre paredes, etc. o que interessa é que corria zombante-mente a tal faceta da misteriosa luna.lunática. A redundância aclamada foi se dissolvendo e passando de ouvidos a ouvidos, até que obteve um ponto final... apenas gargalhadas, e um prazo de 6 meses até que se consuma o ato do delato. Um ponto final que todos querer-ão, para que baixe a bola e o topete do tal gringo nascido em Poconé, que não passa de mais uma vítima lastimante e itinerante... essa tal vida moderninha, oh Deus ria de nós e conosco simultaneamente... e naquela hora sorria para nós o adorado Diabo, nos oferecendo nossas próprias ~víceras ao molho tártaro~. Tenhamos o mínimo de bom senso de assumirmos o que não queremos, mas o fato é verdadeiro: O adultério move, ao seu modo, um mundo ou um sub-mundo e nós adoramos toda a articulação que ele lança sobre nossas vidas.
Então tentaram imaginar o que se passa dentro da climática de todo o processo, postando em mentes as imagens em slowmotion, (nesse momento, o slowmotion é quase tudo). O telefone tocando, os desfarces, os nomes falsos, as desculpas esfarrapadas, os locais de encontro, a escolha da lingerie, a hora do banho, a depilação, o escovar dos dentes, o tempo disponível, a hora chegada, o sorriso safado, a maquiavélica imagem, o desfrute do peso da consciencia, a poligamia polivalente, o arder da indescencia pecaminosa, o fritar, os sabores, os ruídos... etc, o que interessa é que entrelinhas, entre pensamentos, entre paredes, entre carros, entre telefonemas, entre biscoitos da sorte, está tudo na nossa frente... sorrindo para nós, com aquele olhar demoniaco... pois está tudo bem armado.

Ao caos, amén.

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