Um pormenor em gargalhadas a outro, que não passa de reflexo do primeiro chacoteador, esse que levará tempo para assimilar a fidelidade de um cão. Levando pauladas e depois sendo alisado, ainda encontra forças para entrar em surto atacando o próprio dono ou abandonando-o. Como réu confesso, por execução de mártires não palpáveis, toca fechaduras com a alma em chamas, sem mais nenhuma compaixão nem pudor, invade fortalezas umedecidas pelo embaraço oferecido e não rejeitado. Quando o cabide de andrajos ordenar com a seguinte frase: “Há apreensão e tensão em teus olhos, tome meu coração! Eu o deixo em tuas mãos... Acenda tua fogueira e atire-o em teu fogo... Incendeie-o!”. Quem hesitará em desobedecer? Mesmo deixando o perfume do receio no ar ninguém evitará obedecer. Assim os anjos farão a festa, ficarão bêbados e cairão em desmemória antes da última gota ser tomada. Entusiastas de títeres, faz de incertezas, suas certezas incertas; insanas, dementes... No entanto prazeirosamente apreciadas, louvadas e agraciadas sobre lençóis esfarrapados, sob um céu de seis estrelas, uma lua e um planeta; todos fantasiosamente fluorescentes, sendo a primeira visão ao abrir os olhos depois de tais orgasmos ácidos. Sentinela errante faz de um não, talvez; sorriso para o sim! Mergulhando na própria armadilha, mesmo tendo mais peças deslizantes sobre o tabuleiro....
Pi!
Pausa no jogo... Um pouco de brisa e sobriedade.
Ao caos, amén.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
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ah, essas tardes de cortinas abertas, de cortinas fechadas... e acima de tudo: de tudo à disposição.
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